Uma rápida sinopse de Colegiais em Sexo Coletivo: três casais jovens se encontram (não sei como), e vão para o lugar onde as pessoas mais podem se conhecer melhor. Você sabe onde! Na Igreja? Ou será que eles vão para um motel? E lá, na Casa da Vovó Mafalda, transam, transam e transam. E também transam! No início, pensei que Colegiais em Sexo Coletivo era apenas um emaranhado de cenas desconexas de sexo de outros filmes da Boca do Lixo,
como era muito comum na década de 80 (Carlos Nascimento e Nilton Nascimento que o digam). Mais eis que de um monte de gente feia e fedorenta, me aparece uma flor, uma pérola no meio do lixo. Sim, my friend, estou falando de Sandra Midori!A musa sansei-japinha-safadona, que tanto encantou o povão nas salas de cinema, dá o ar de sua graça! E que graça! Contracenando ao lado de Wagner Maciel, faz o mesmo perder o fôlego e pedir arrego! O único atrativo de Colegiais em Sexo Coletivo é, sem dúvida, a japinha. Com sua pela alva e o corpo baixinho – o que só faz realçar sua áurea de boneca frágil de porcelana – Midori faz
o que as outras atrizes não fazem: levantar a audiência do público. Se é que vocês me entendem...Aliás, é bom salientar que o elenco de Colegiais em Sexo Coletivo é o mesmo do Borboletas e Garanhões (apesar deste ser infinitamente superior àquele): Sandrinha Midori, Débora Muniz – que faz o papel de uma adepta do swing – Wagner Maciel e Eliseu Faria.
Essa similitude no elenco se explica facilmente. Colegiais em Sexo Coletivo é do diretor Bajon, enquanto que Borboletas e Garanhões foi dirigido por Alfredo Sternheim. Mas ambos os filmes são da Galápagos Produções Cinematográfica (comandada por Bajon) em parceria com a Brasil Internacional Cinematográfica, distribuidora de filmes do Alfred Cohen.



